Julia, 14 anos. Sim, não sou certinho como todos pensam, sou bobo, idiota, chato, besta, ciumento, trouxa, e muitas vezes desligado do mundo, mas essas são minhas qualidades que mais prezo
Você é deprimente. Sinceramente? Não sei como consegui conviver com uma pessoa feito você até agora. Me tratava como idiota, fazia-me chorar. E eu jurava que jamais iria te procurar novamente, que iria esquecê-lo de vez, deletar seu contato no meu celular, apagar todas as mensagens e quaisquer resquícios de sua existência. Entretanto, era só você chegar de mansinho, me olhar nos olhos e pedir desculpas, que eu voltava correndo para você. Mas quer saber? Agora eu cansei. Cansei da gente, e nossos joguinhos infantis. E principalmente, cansei de você. Exercendo essa profissão de filho da puta, seu maior talento. A partir de hoje, as coisas vão ser diferentes. Quem vai mandar sou eu. E se você me quiser de volta, pode recolher cada flor do mundo para me dar, escrever gigantescas cartas de amor, vier com as desculpas mais convincentes e fazer o que achar que irá me conquistar de volta. Não vai funcionar. Porque antes era você que não estava interessado. Agora, querido, sou eu.